segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Evitando a tentação

Vigiar não quer dizer apenas guardar. Significa também precaver-se e cuidar.

E quem diz cuidar afirma igualmente trabalhar e defender-se.

Orar, a seu turno, não exprime somente adorar e aquietar-se, mas acima de tudo, comungar com o poder divino, que é crescimento incessante para a luz, e com o divino amor, que é serviço infatigável no bem.

Tudo o que repousa em excesso é relegado pela natureza à inutilidade.

O tesouro escondido transforma-se em cadeia de usura.

A água estagnada cria larvas e insetos patogênicos.

Não te admitas na atitude de vigilância e oração, fugindo à luta com que a terra te desafia.

Inteligência parada e mãos paradas impõem paralisia ao coração que, da inércia, cai na cegueira.

Vibra com a vida e que estua, sublime, ao redor de ti, e trabalha infatigavelmente, dilatando as fronteiras do bem, aprendendo e ajudando aos outros em teu próprio favor.

Essa é a mais alta fórmula de vigiar e orar para não cairmos em tentação.

Emmanuel
Francisco Candido Xavier

sábado, 1 de novembro de 2008

Decálogo para estudos evangélicos

1- peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico destinado aos estudos e comentários da noite,

2 - não fuja ao espírito do texto lido.

3 - fale com naturalidade.

4 – não critique, a fim de que sua palavra possa contribuir para o bem.

5 – não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, suscetíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta e desconfiança.

6 – não faça leitura em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar os ouvintes.

7 – converse ajudando aos companheiros, usando caridade e compreensão.

8 – não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha ferir alguém.

9 – guarde tolerância e ponderação.

10 – não retenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do bem.


Andre Luiz

Francisco Candido Xavier

Tranqüilidade

Comece o dia na luz da oração.

O amor de Deus nunca falha.
Aceite qualquer dificuldade sem discutir.

Hoje é o tempo de fazer o melhor.

Trabalhe com alegria.

O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço é um cadáver que pensa.

Faça o bem quanto possa.

Cada criatura transita entre as próprias criações.

Valorize os minutos.

Tudo volta, com exceção da hora perdida.

Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.

Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.

Estime a simplicidade.

O luxo e o mausoléu dos que se avizinham da morte.

Perdoe sem condições.

Irritar-se é o melhor processo de perder.

Use a gentileza, mas de modo especial dentro da própria casa.

Experimente atender aos familiares como você trata as visitas.

Em favor de sua paz conserve a fidelidade a si mesmo.

Lembre-se de que, no dia do calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o cristo solitário e vencido era a causa de Deus.

André Luiz

Francisco Candido Xavier

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Compaixão em família

São muitos assim.

Descarregam primorosa mensagem nas assembléias, exortando o povo à compaixão; transbordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja lembrada; entretanto, no instituto domestico, são carrascos de sorriso na boca.

Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo multidões, mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam entre as paredes familiares.

Promovem subscrição de auxilio público, em socorro das vítimas de calamidades ocorridas em outros continentes, transformando-se em titulares da grande benemerência; contudo negam simples olhar de carinho ao servidor que lhes põe a mesa.

Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no levantamento de albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em torno do próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o avô menos feliz que a provocação expõe à caducidade.

Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.

Toda migalha de amor está registrada na lei, em favor de quem a emite.

Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem algum.

Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quando nos seja possível; entretanto, sejamos igualmente bons para com aqueles que respiram em nosso hálito.

Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal ou na parentela, as nossa principais testemunhas e quitação.

Emmanuel
Francisco Candido Xavier
Livro vidas eternas

Mau humor

Se o mau humor te envolve á maneira de sombra sufocante, procura examinar-lhes as origens, a fim de que possas liquidá-lo, tão imediatamente quanto possível.

Caso alguma dívida te preocupe, não será com aspereza que conseguiras os recursos preciosos, de modo a resgatá-la.

Doença quando aparece, solicita remédio e não intolerância para curar-se.

Necessitando de cooperação de alguém para determinado empreendimento, a carranca não te angariará simpatia.

Contratempos em famílias não se desfazem com frases vinagrosas.

Se pretendes adquirir companheiros e colaboradores, a irritação é um antigo processo de perder amizades.

Lembra-te de que ninguém consegue algo realizar sem os outros e de que os outros não são culpados por nossas indisposições e insucessos.

Ninguém sabe até hoje onde termina o mau humor e começa a enfermidade.

Não se sabe de ninguém até agora que o azedume tenha auxiliado.

Se você deseja livrar-se dessa máscara destrutiva, aprende a sorrir.


Emmanuel
Francisco Candido Xavier

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Oração do trânsito

Senhor!

Compadece-te no mundo de quantos se utilizam das máquinas na própria condução.

Faze-lhe sentir que se é preciso prudência e serenidade para que a mente possa conservar-se em harmonia com o corpo físico que lhe serve de habitação de mais serenidade e prudência necessitará a criatura humana, a fim de se manter em equilíbrio sobre essa ou aquela engrenagem terrestre, nas quais o homem realmente permanece no controle de um corpo suplementado e muito maior.


Emmanuel
Francisco Candido Xavier

Aprendamos com Jesus

É impossível qualquer ação de conjunto, sem base de tolerância.

Aprendamos com o cristo.

O homem identifica no próprio corpo a lei da cooperação, sem a qual não permaneceria na terra.

Se o estomago não suportasse as extravagância da boca.

Se as mãos não obedecesse aos impulsos da mente.

Se os pés não tolerassem o peso da máquina orgânica, a harmonia física resultaria de
todo impraticável.

A queixa desfigura a dignidade do trabalho, retardando-lhe a execução.

Indispensável cultivar a renuncia aos pequenos desejos que nos são peculiares, a fim de conquistarmos a capacidade de sacrifício, que nos estruturará a sublimação em mais
altos níveis.

Para que o trabalho nos eleve, precisamos elevá-lo.

Para que a tarefa nos ajude, é indispensável nos disponhamos a ajudá-la.

Recordemos que o supremo orientador das equipes de serviço cristão é sempre Jesus.

Dentro delas, a nossa oportunidade de algo fazer constitui só por si valioso premio.
Esqueçamo-nos, assim, de todo o mal, para construirmos todo o bem ao nosso alcance.

E, para que possamos agir nessas normas, é imperioso suportar-nos como irmãos,

aprendendo com o senhor, que nos tem tolerado infinitamente.

Emmanuel
Francisco Candido Xavier.