sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Compaixão em família

São muitos assim.

Descarregam primorosa mensagem nas assembléias, exortando o povo à compaixão; transbordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja lembrada; entretanto, no instituto domestico, são carrascos de sorriso na boca.

Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo multidões, mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam entre as paredes familiares.

Promovem subscrição de auxilio público, em socorro das vítimas de calamidades ocorridas em outros continentes, transformando-se em titulares da grande benemerência; contudo negam simples olhar de carinho ao servidor que lhes põe a mesa.

Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no levantamento de albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em torno do próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o avô menos feliz que a provocação expõe à caducidade.

Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.

Toda migalha de amor está registrada na lei, em favor de quem a emite.

Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem algum.

Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quando nos seja possível; entretanto, sejamos igualmente bons para com aqueles que respiram em nosso hálito.

Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal ou na parentela, as nossa principais testemunhas e quitação.

Emmanuel
Francisco Candido Xavier
Livro vidas eternas

Mau humor

Se o mau humor te envolve á maneira de sombra sufocante, procura examinar-lhes as origens, a fim de que possas liquidá-lo, tão imediatamente quanto possível.

Caso alguma dívida te preocupe, não será com aspereza que conseguiras os recursos preciosos, de modo a resgatá-la.

Doença quando aparece, solicita remédio e não intolerância para curar-se.

Necessitando de cooperação de alguém para determinado empreendimento, a carranca não te angariará simpatia.

Contratempos em famílias não se desfazem com frases vinagrosas.

Se pretendes adquirir companheiros e colaboradores, a irritação é um antigo processo de perder amizades.

Lembra-te de que ninguém consegue algo realizar sem os outros e de que os outros não são culpados por nossas indisposições e insucessos.

Ninguém sabe até hoje onde termina o mau humor e começa a enfermidade.

Não se sabe de ninguém até agora que o azedume tenha auxiliado.

Se você deseja livrar-se dessa máscara destrutiva, aprende a sorrir.


Emmanuel
Francisco Candido Xavier

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Oração do trânsito

Senhor!

Compadece-te no mundo de quantos se utilizam das máquinas na própria condução.

Faze-lhe sentir que se é preciso prudência e serenidade para que a mente possa conservar-se em harmonia com o corpo físico que lhe serve de habitação de mais serenidade e prudência necessitará a criatura humana, a fim de se manter em equilíbrio sobre essa ou aquela engrenagem terrestre, nas quais o homem realmente permanece no controle de um corpo suplementado e muito maior.


Emmanuel
Francisco Candido Xavier

Aprendamos com Jesus

É impossível qualquer ação de conjunto, sem base de tolerância.

Aprendamos com o cristo.

O homem identifica no próprio corpo a lei da cooperação, sem a qual não permaneceria na terra.

Se o estomago não suportasse as extravagância da boca.

Se as mãos não obedecesse aos impulsos da mente.

Se os pés não tolerassem o peso da máquina orgânica, a harmonia física resultaria de
todo impraticável.

A queixa desfigura a dignidade do trabalho, retardando-lhe a execução.

Indispensável cultivar a renuncia aos pequenos desejos que nos são peculiares, a fim de conquistarmos a capacidade de sacrifício, que nos estruturará a sublimação em mais
altos níveis.

Para que o trabalho nos eleve, precisamos elevá-lo.

Para que a tarefa nos ajude, é indispensável nos disponhamos a ajudá-la.

Recordemos que o supremo orientador das equipes de serviço cristão é sempre Jesus.

Dentro delas, a nossa oportunidade de algo fazer constitui só por si valioso premio.
Esqueçamo-nos, assim, de todo o mal, para construirmos todo o bem ao nosso alcance.

E, para que possamos agir nessas normas, é imperioso suportar-nos como irmãos,

aprendendo com o senhor, que nos tem tolerado infinitamente.

Emmanuel
Francisco Candido Xavier.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Acharemos sempre

Ao experimentar o crente a necessidade de alguma coisa, recorda maquinalmente a promessa do mestre, quando assegurou resposta adequada a qualquer que pedir.
Importa, contudo, saber o que procuramos.
Naturalmente, receberemos sempre, mas é imprescindível conhecer o objeto de nossa solicitação.
Asseverou Jesus: quem busca acha.
Quem procura o mal encontra-se com o mal igualmente.
Existe perfeita correspondência entre nossa alma e a alma das coisas.
Não expendemos uma hipótese, examinamos uma lei.
Para os que procuram ladrões, escutando os falsos apelos do mundo interior que lhes é próprio, todos os homens serão desonestos.
Assim ocorre aos que possuem aspirações de crença. Acercando-se, desconfiados, dos agrupamentos religiosos.
Nunca surpreendem a fé, porque analisam pela má fé a que se acolhem.
Tanto experimentam e insistem, manejando os propósitos inferiores de que se nutrem, que nada encontram, efetivamente, além das desilusões que esperavam.
A fim de encontrarmos o bem, é preciso buscá-lo todos os dias.
Inegavelmente, num campo de lutas chocantes como a esfera terrestre, a caçada ao mal é imediatamente coroada de êxito, pela preponderância do mal entre as criaturas.
A pesca do bem não é tão fácil; no entanto, o bem será encontrado como valor divino e eterno.
É indispensável, pois, muita vigilância na decisão de buscarmos alguma coisa, porquanto o mestre afirmou:
Quem busca, acha; e acharemos sempre o que procuramos.

Do livro caminho verdade e vida
Francisco Candido Xavier

Oração de são Francisco de Assis

Senhor!
Faze de mim um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio que eu leve o amor.
Onde houver ofensa
Que eu leve o perdão.
Onde houver duvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erros que eu leve a verdade.
Onde houver desespero. Que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó mestre! Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado.
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado

Pois:
É dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Só He um poder que é a vontade de Deus
Donde tudo se emana.
Só há uma vontade, que é a vontade de Deus
Donde tudo provém
Tudo se transforma, incessantemente, menos o todo que é deus.
Tudo o que existe e tudo o que acontece é unicamente a vontade de Deus.
Deus é onipresente e onipotente,
por isso nada existe fora dele.
Logo, tudo é Deus e Deus é tudo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Amigo feliz

Quão feliz é aquele que se faz amigo dos infortunados, dos tristes e dos desprezados.
Possuindo os filões auríferos da paciência, da bondade e da esperança, oferece-lhes as melhores gemas, com que têm diminuídas as dores, encontrando reconforto e amparo, diretriz e segurança para prosseguirem na escalada do monte da sublimação.
Coração aberto à fraternidade, esse amigo enseja entendimento e propicia paz.
Em sua volta gera estímulos que levam à alegria de viver, diminuindo penas e consolidando as forças do bem naqueles que se encontram em de perecimento.
Suas atitudes calmas, a voz branda, sua visão otimista a respeito da vida e o seu comportamento sadio atraem aqueles que carpem aflições e coletam dores entre incertezas e desesperos.
Chegam necessitados, e afastam-se ditosos.
Pedem migalhas de entendimento, e recebem tesouros de afeição.
Buscam um amigo, e encontram um irmão.
Suas vidas se renovam e os seus problemas se resolvem logo depois.
Apresentam-se reconhecidos, por um momento, mas de imediato, esses beneficiados se vão. Nem podem ficar, têm algo a fazer, que os chama à frente, devem portanto seguir.
Não te entristeças, porque te olvidaram.
Mesmo que pareçam ingratos, o bem que lhes fizestes permanece neles.
São, hoje, o resultado daquele momento crucial quando te buscaram.
Rejubila-te com isso e prossegue na tua faina de irmão dos sofredores.
Não faltam amigos à mesa farta dos sorrisos e das frivolidades.
São os enganadores, que se encontram enganados.
Banqueteiam-se, distraídos, e fazem coro de exaltação a coisa nenhuma.
Alguns, que parecem acordados, estão adormecidos em espírito. Despertarão oportunamente, qual sucedeu contigo.
A tua tarefa é outra, aquela para a qual escasseiam companhias e rareia, que se lhe dedique com alegria e abnegação.
Para fazê-lo, todavia, é necessário estar consciente dos valores da vida e das altas finalidades da sua existência na terra.
Se fazes, estás em situação vantajosas, que não te permite esperar a moeda-pegamento da gratidão deles.
A alegria do amigo é a felicidade do companheiro.
Assim, exulta com o que fazes e prossegue no teu ministério.
Uma grande felicidade vige em quem é companheiro do solitário, qual ocorre com aquele que conduz uma lâmpada acesa em plena escuridão.
O prêmio do primeiro é a paz da consciência, quanto a recompensa do outro é a claridade que o vestes.
Nada mais é importante nem significativo alem disso.
Os que te buscam elegeram-te como amigo porque sabem que os não defraudas quando de ti se acercam.
Quanta dita em ser companheiro dos infortunados, dos tristes e dos padecentes, num momento em que quase todos pedem, e tu
perdoas, detestam, e tu amas.
Prossegue, pois que, a teu turno, dispões do amigo excelente que te vitaliza e ampara, a fim de que nunca te canses, nem te extenues.


Joanna de Angelis
Divaldo Pereira Franco

A vontade

A vontade é a maior de todas as potencias, é em sua ação comparável ao imã.
A vontade de viver, de desenvolver em nós a vida, atrai-nos novos recursos vitais; tal é o segredo da lei de evolução.
A vontade pode atuar com intensidade sobre o corpo fluídico, ativar-lhe as vibrações, e pó esta forma, apropriá-la a um modo cada vez mais elevado de sensações, prepará-lo para mais alto grau de existência.
O princípio de evolução não está na matéria, está na vontade, cuja ação tanto se estende à ordem invisível das coisas como à ordem visível e material.
Esta é simplesmente a conseqüência daquela.
O principio superior, o motor da existência, é a vontade.
A vontade divina é o supremo motor da vida universal.
O que importa, acima de tudo é compreender que podemos realizar tudo no domínio psíquico; nenhuma força fica estéril, quando se exerce de maneira constante, em vista de alcançar um desígnio conforme ao direto de justiça.
É o que se dá com a vontade; ela pode agir tanto no sono como na vigília, porque a alma valorosa, que para si mesma estabeleceu um objetivo, procura-o com tenacidade em ambas as fases de sua vida e determina assim uma corrente poderosa, que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos.

Leon Denis

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Segue-me! E ele o seguiu.

É interessante notar que por todos os recantos onde Jesus deixou o sinal de sua passagem, houve sempre grande movimentação no que se refere ao ato de levantar e seguiu.
André e Tiago deixam as redes para acompanhar o salvador.
Mateus levanta-se para segui-lo.
Os paralíticos que retornam a saúde se erguem e andam.
Lázaro atende-lhe ao chamamento e levanta-se do sepulcro.
Em dolorosas peregrinações e profundo esforço de vontade, Paulo de Tarso procura seguir o mestre Divino, entre açoites e sofrimentos depois de se haver levantado, ás portas de Damasco.
Numerosos discípulos do evangelho, nos tempos apostólicos, acordaram de sua noite de ilusões terrestres, santificados no trabalho e no sacrifício.
Isso constitui um acervo de lições muito claras ao espírita religioso dos últimos tempos.
A maioria dos cristãos vai adotando, em quase todos os seus trabalhos, a lei do menor esforço.
Muitos esperam pela visita pessoal de Jesus, no conforto das poltronas acolhedoras; outros fazem preces, por intermédio dos discos.
Há os que desejam comprar a tranqüilidade celeste com as espórtulas generosas, como também os que, sem nenhum trabalho em si próprios, aguardam intervenções sobrenaturais dos mensageiros do Cristo pelo bem estar de sua vida.
Pergunta a ti mesmo se estás seguindo a Jesus, ou apenas às normas do culto externo do teu modo de filiação ao evangelho.
Isso é muito importante, porque levantar e renovar-se ainda é o nosso lema.


Emmanuel
Francisco Candido Xavier

Você está acamado?

Todos reconhecem o desconforto da prisão ao leito.
No entanto, a irritação piora qualquer doença
- a dor sufoca-lhe as esperanças?
O consolo da prece é medicamento para todos os males
- a confiança na cura foge-lhe ao coração?
Nem médicos ou familiares podem garantir-lhe a melhora que nasce, espontânea do intimo de você mesmo.
- a revolta envenena-lhe a alma?
A terra só é vale de lágrimas para os olhos dos pessimistas
- a morte ronda-lhe os pensamentos?
Passagem para a espiritualidade – caminho de todos
- o destino dos filhos ensombra-lhe as horas?
A herança mais valiosa é o exemplo da amor à providencia divina,
através das obrigações cumpridas
- saudades aflitivas laceram-lhe a memória?
A mente é nossa primeira farmácia.
- sente remorso, à vista de antigos passos?
Homem algum na terra pode gabar-se de santo
_ seus lábios já não mais sabem sorrir?
Recorde que os enfermos otimistas e alegres amparam cuidadosamente quem visita, estimulando a coragem.
Guarde a certeza de que a luz do evangelho é força no coração e brilho na consciência, a saúde está perto e todos os prognósticos são favoráveis ante o grande futuro.
André Luiz

domingo, 26 de outubro de 2008

Trabalho-nosso lugar

Com relação ao trabalho, por base de rendimento na vida década pessoa, a cada passo, ouvimos no mundo afirmativas como estas:

- Se eu tivesse a terra igual à do meu vizinho...
- Estimaria dispor de saúde para a tarefa...
- Faltam-me forças...
- Meus nervos são frágeis demais...
- Quem sou eu para auxiliar, em favor de alguém?
- Quando eu tiver recursos suficientes...
- No dia em que me seja possível residir numa casa mais ampla...
- Não conheço as minhas limitações...
- Se eu possuísse dinheiro...
- Quando a sorte chegar...

Tantas alegações descabidas indicam que milhares de
companheiros desejam para si tarefa dos outros, esquecendo o serviço que a sabedoria da vida lhe confiou.

Quando todos nós nos dispusermos a cumprir as próprias obrigações, sem conformismo da inércia e sem a rebeldia da insatisfação destrutiva, estaremos todos em harmonia com as leis da vida e do universo.
Transformando o tempo em alegria e transfigurando a terra em céu, na plenitude dos Céus.

Emmanuel.

Resposta de Joana de Angelis

Maior e mais constante contato entre evangelizadores e pais maio a fim de os conscientizar da alta responsabilidade que a estes últimos diz respeito, pedindo ajuda e num intercâmbio freqüente, já que ambos são interessados na formação moral e espiritual da criança e do jovem.

Seria, também, muito válido, que os resultados da evangelização infanto-juvenil fossem mais divulgados nos centros espíritas e se insistisse mais na colocação de que todo bem feito à infância se transforma em bênção no adulto.

Joana de Angelis.

sábado, 25 de outubro de 2008

Poder

Peçamos ao senhor o poder

De amar sem reclamações

De compreender sem exigir compreensão para nós

De obedecer aos sublimes desígnios

De vencer as próprias imperfeições

De abençoar os que nos perseguem

De orar pelos que nos ferem e caluniam

De amparar aos que nos criticam

De estimular o bem onde se encontre

De praticar a fraternidade legítima

De aproveitar todas as oportunidades da vida

Para a edificação do espírito imortal.



Emmanuel

Oração do aprendiz

Senhor!

Em tudo quanto eu te peça

Conquanto agradeça a infinita bondade

Com que me atendes

Não consideres o que eu te rogue

Mas aquilo de que eu mais necessite

E quando me concederes

Aquilo de que eu mais precise

Ensina-me a usar a tua concessão

Não só em meu proveito

Mas em benefício dos outros

A fim de que eu seja feliz

Com a tua dádiva

Sem prejudicar ninguém



André Luiz.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Oportunidade

O mau trabalhador está sempre queixoso. Quando não atribui sua falta aos instrumentos em mão, lamenta a chuva, não tolera o calor, amaldiçoa a geada e o vento.
Esse é um cego de aproveitamento difícil, porquanto somente enxerga o lado arestos das situações.
O bom trabalhador, no entanto, compreende, antes de tudo, o sentido profundo da oportunidade que recebeu.
Valoriza todos os elementos colocados em seus caminhos, como respeita as possibilidades alheias.
Não depende das estações.
Planta com o mesmo entusiasmo as frutas do frio e do calor.
É amigo da natureza, aproveita-lhe as lições, tem bom ânimo, encontra na aspereza da semeadura e no júbilo da colheita igual contentamento.
Nesse sentido, a lição do mestre reveste-se de maravilhosa significação.
No torvelinho das incompreensões do mundo, não devemos aguardar o reino do cristo como realização imediata, mas a oportunidade dos homens é permanente para a colaboração perfeita no evangelho, a fim de edificá-lo.
Os cegos de espírito continuarão queixosos; no entanto os que acordaram para Jesus sabem que sua época de trabalho redentor está pronta, não passou, nem está por vir.
É o dia de hoje, é o ensejo bendito de servir, em nome do senhor, aqui e agora.
Do livro caminho verdade e vida.

Vozes do espírito

Deus é meu pai, A natureza é minha mãe.


O universo é meu caminho, A eternidade é meu reino.


A imortalidade é minha vida.


A mente é meu lar.


O coração é meu templo.


A verdade é meu culto.


O amor é minha lei.


A forma em si é minha manifestação.


A consciência é meu abrigo.


A experiência é minha escola.


O obstáculo é minha lição.


A dificuldade é meu estímulo.


A alegria é meu cântico.


A dor é meu aviso.


A luz é minha realização.


O trabalho é minha benção.


O amigo é meu companheiro.


O adversário é meu instrutor.


O próximo é meu irmão.


A luta é minha oportunidade.


O passado é minha advertência.


O presente é minha realidade.


O futuro é minha promessa.


O equilíbrio é minha atitude.


A ordem é minha senha.


A beleza é meu ideal.


A perfeição é meu destino.




O espírito

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Suicidas

Não condenes as vítimas da loucura e do sofrimento que se retiram do mundo pelas portas do suicídio.
Ninguém lhes viu talvez a luta insana. E não sabes até que ponto sorveram o veneno da angustia na taça de fel.
Faze silêncio, diante dos que caíram no paroxismo da desesperação e da dor.
Na batalha do mundo, quantos despem o manto de carne, roídos no âmago da alma pelas chagas de aflitivas desilusões.
Quantos procuram fugir ao nevoeiro do vale, arrojando-se às trevas do despenhadeiro cruel.
E, pedindo a paz do senhor para os que descem à sombra da rendição antes do triunfo, ora também pelos que armam as garras da treva contra si próprias no pelourinho da maldade e da calúnia:
Pelos que perturbam o caminho alheio, aniquilando a própria existência.
Pelos que rendem culto à perversidade, consumindo-se na ilusão de que destroem o próximo.
Pelos que se afogam no charco da viciação.
Pelos que se entregam à inércia e pelos que perseguem e chicoteiam os semelhantes, cavando para si mesmo o túmulo de lodo em que hão de perecer.
Saibamos utilizar dificuldades na sublimação de nosso futuro.
A terra é um santuário de regeneração e de esperança para quantos lhe abraçam as lições com ânimo forte, consciência da misericórdia em que se fundamenta a divina justiça.
Dores aflição, provas e desencantos representam o material educativo do templo em que nos asilamos, à procura de fortaleza moral e de créditos imprescindíveis à continuidade de nossa viagem para Deus.
Não te confies ao cansaço ou ao desalento, na solução dos problemas que te afligem a marcha.
Renova-te na fé viva e no trabalho constante, inspirando-te na excelsitude do sol que te acompanha, a cada manhã prometendo-te, cada noite, o esplendor de um outro dia, que raiará sempre mais belo.
Caminha para diante, regozija-te com o sofrimento que te ajusta as contas e abençoa os obstáculos que te fazem mais experiente e mais nobre.
E unido à tarefa que o senhor te confiou, qualquer que ela seja, aprendendo e servindo, amando e lutando na construção do bem infinito, encontrarás, mesmo na terra, o manancial da vida abundante que te alimentará o coração na conquista da vida imperecível.

Livro: escrínio de luz
Emmanuel
Francisco Candido Xavier

Reclamações

Censuras com grande alarde os que se oneraram, nos delitos do furto; entretanto, se acumulas, inutilmente, os recursos necessários ao sustento do próximo, não podes alegar inocência.
Acusas os que desceram à criminalidade, mas, se nada realizas pela extinção da delinqüência, não te cabe o direito de reprovar.
Apontas o egoísmo do governante; no entanto, se te afervoras o egoísmo dos dirigidos, deitas apenas conversa vã.
Critica todos aqueles que instruem os seus irmãos de maneira deficiente; contudo, se dispões de competência e foges ao plantio da educação, não estarás tranqüilo contigo mesmo.
Clamas contra aqueles companheiros que categorizas por rebeldes e viciados, quando lhes anotas a presença no trabalho de socorro aos semelhantes; todavia, se te sentes virtuoso e não levantas sequer uma palha em favor dos que sofrem, as sentenças que te saem da boca não passarão de injustiça.
Entra no serviço da alma e coração, para que possas comentá-lo.
Ninguém pode exigir dos outros o que não dá de si mesmo.
Quem sabe o que deve fazer, e não faz, deserta dos deveres que lhe competem, caindo em omissão lamentável, e, se intenta atrapalhar quem procura fazer, certamente responderá com dobradas obrigações pelo que não fizer.

Livro: palavras da vida eterna
Emmanuel
Francisco Candido Xavier

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Perdoados,mas não limpos

Em nossas faltas, na maioria das vezes, somos imediatamente perdoados, mas não limpos.
Fomos perdoados pelo fel da maledicência, mas a sombra que tencionávamos esparzir, na estrada alheia, permanece dentro de nós por agoniado constrangimento.
Fomos perdoados pela brasa da calúnia, mas o fogo que arremessamos à cabeça do próximo passa a incendiar-nos o coração.
Fomos perdoados pelo corte da ofensa, mas a pedra atirada aos irmãos do caminho volta, incontinenti, a lanhar-nos o próprio ser.
Fomos perdoados pala falha de vigilância, mas o prejuízo em nossos vizinhos cobrem-nos de vergonha.
Fomos perdoados pela manifestação de fraqueza, mas o desastre que provocamos é dor moral que nos segue os dias.
Fomos perdoados por todos aqueles a quem ferimos, no delírio da violência, mas, onde estivermos, é preciso extinguir os monstros do remorso que os nossos pensamentos articulam, desarvorados.
Chagas que abrimos na alma de alguém pode ser luz e renovação nesse mesmo alguém, mas será sempre chaga de aflição a pesar-nos na vida.
Injúria aos semelhantes é azorrague mental que nos chicoteia.
A serpente leva consigo a peçonha que veicula.
O escorpião carrega em si próprio a carga venenosa que ele mesmo segrega.
Ridicularizado, atacados, perseguidos ou dilacerados, evitemos o mal, mesmo quando o mal assuma a feição de defesa, porque todo mal que fizermos aos outros é mal a nós mesmos.
Quase sempre aqueles que passaram pelos golpes de nossa irreflexão já nos perdoaram, incondicionalmente, tulgindo nos planos superiores, no entanto pela lei de correspondência, ruminamos, por tempo indeterminado, os quadros sinistros que nós mesmos criamos.
Cada consciência vive e envolve entre os seus próprios reflexos.
É por isso que Allan Kardec afirmou convincente, que, depois da morte, até que se redima no campo individual, “para o criminoso a presenças incessante das vítimas e das circunstância do crime é suplicio cruel.

Emmanuel
Francisco Candido Xavier

Pequeninas grandes dádivas

A beneficência possui uma lista de pequeninas grandes dádivas, dentre as quais mencionamos algumas que não nos será lícito esquecer:
O auxilio, nas tarefas socorristas
- Algumas horas de trabalho espontâneo e gratuito na execução das boas obras;
- Uma frase de esperança
- Um gesto de otimismo;
- O silêncio, perante qualquer toque de agressão;
- Ouvir perguntas infelizes com paciência;
- Aceitar os amigos, como são, sem exigir que nos sigam em nosso modo de ser;
- Honrar os adversários com respeitoso apreço
- Calar-se para que outros falem
- Prestar serviços sem aguardar atenções
- Oferecer alguns minutos de reconforto aos doentes.
- Considerar a importância dos impulsos construtivos que comecem a surgir nos principiantes da fé.
- Apequenar-se para que outros se destaquem
- Um sorriso amigo que dissipe as nuvens na hora difícil
- Rearticular essa ou aquela informação, sempre que preciso, sem perder o espírito de gentileza
- Exercer tolerância e afabilidade, dentro de casa, na mesma disposição com que se guarda semelhantes qualidades nos encontros sociais.
- Repetir as palavras “desculpe-me” e “muito obrigado” tantas vezes quantas se fazem necessárias, nas horas do dia a dia.
- Na chamada beneficiência menor, estão os agentes indispensáveis à edificação da caridade, porque, em se atendendo às pequeninas grandes dádivas, é que aprenderemos a distribuir as grandes dádivas, na seara do bem, como se fossem pequeninas.

Livro: atenção
Emmanuel
Francisco Candido Xavier

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Opiniões contrárias

Em muitos episódios da experiência humana é provável que a provação te bata à porta.
Não te aflijas.
Recebe-a com serenidade e bom ânimo.
Por mais grave a situação, não te precipites com decisões na base da insegurança.
Estuda o desafio que as circunstâncias te lançam em rosto.
Sobretudo, não emprestes qualquer traço sinistro às dificuldades que se te apresentam.
É possível te vejas sob o peso das chamadas “opiniões gerais”.
Entretanto, nem todas as manifestações das “opiniões gerais” se harmonizam com a realidade.
Acalma-te e ora, preparando-te para os esclarecimentos necessários, que surgirão em momento oportuno.
Não admitas a ansiedade por mentora de tuas resoluções.
Ainda mesmo que todos os itens da luta em que te encontras, sejam formulados pelos outros, contra o teu modo de agir e de ser, guarda a consciência tranqüila e não temas.
É possível que todas as opiniões em derredor de ti se façam contrárias, entretanto, conserva a paciência e espera por Deus, porque a opinião dos mensageiros de Deus pode ser diferente.

Livro convivência
Emmanuel
Francisco Candido Xavier

O lema da vida

Um dia perguntei ao sol: que fazes
Pra fugir no eterno alvorecer?
O astro divino respondeu, brilhando
- ajudar e esquecer.

Interroguei à arvore: que fazes
Para florir, amar e frutescer?
Ela, embora ferida, falou calma
- ajudar e esquecer.

Interpelei, depois o pão: que fazes
Para ser vida e bênção no dever?
O pão amigo acrescentou, sereno
- ajudar e esquecer

E disse à fonte límpida: que fazes
Para dar-te à renuncia por fazer?
Atada ao solo, resumiu cantando:
- ajudar e esquecer.

A própria terra consultei: que fazes
Para tudo alentar e refazer?
Maternalmente, replicou, bondosa:
- ajudar e esquecer.

Alma, se aspiras à ascensão sublime
Na luz do amor, sem nunca esmorecer,
Guarda o lema da vida em toda parte:
- ajudar e esquecer.

Osório Pais

Do livro Antologia dos Imortais.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nos mesmos pratos

Toda ocorrência, na missão de Jesus, reveste-se de profunda expressão simbólica.
Dificilmente o ataque de estranhos poderia provocar o calvário doloroso.
Os juízes do sinédrio, pessoalmente, não se achavam habilitados a movimentar o sinistro assunto, nem os acusadores gratuitos do mestre poderiam, por si mesmos, efetuar o processo infamante.
Reclamava-se alguém que fraquejasse e traísse a si mesmo.
A ingratidão não é planta de campo contrário.
O infrator mais temível, em todas as boas obras, é sempre o amigo transviado, o companheiro leviano e o irmão indiferente.
Não obstante o respeito que devemos a Judas redimido convém recordar a lição, em favor do serviço de vigilância, não somente para os discípulos em aprendizado, a fim de que não fracassem, como também para os discípulos em testemunho para que exemplifiquem com o Senhor, compreendendo, agindo e perdoando.
Nas linhas do trabalho cristão, não é demais aguardar grandes lutas e grandes provas, considerando-se, porém, que as maiores angústias não procederão de círculos adversos, mas justamente da esfera mais íntima, quando a inquietação e a revolta, a leviandade e a imprevidência penetram o coração daquele que mais amamos.
De modo geral, a calúnia e o erro, a defecção e o fel não partem de nossos opositores declarados, mas, sim, daqueles que se alimentam conosco, nos mesmos pratos da vida.
Conserve-se cada discípulo plenamente informado, com respeito a semelhante verdade, a fim de que saibamos imitar o Senhor, nos grandes dias.

Emmanuel
Do livro. Vinha de luz
Francisco Cândido Xavier

No cotidiano

Não censures os companheiros de poder e os que abusam da inteligência quando nos cruzem os caminhos.
Eles já estão assinalados pela vida para encontrarem os obstáculos com os quais aprenderão que todos os bens da vida pertencem a Deus.

Emmanuel