terça-feira, 28 de outubro de 2008

Amigo feliz

Quão feliz é aquele que se faz amigo dos infortunados, dos tristes e dos desprezados.
Possuindo os filões auríferos da paciência, da bondade e da esperança, oferece-lhes as melhores gemas, com que têm diminuídas as dores, encontrando reconforto e amparo, diretriz e segurança para prosseguirem na escalada do monte da sublimação.
Coração aberto à fraternidade, esse amigo enseja entendimento e propicia paz.
Em sua volta gera estímulos que levam à alegria de viver, diminuindo penas e consolidando as forças do bem naqueles que se encontram em de perecimento.
Suas atitudes calmas, a voz branda, sua visão otimista a respeito da vida e o seu comportamento sadio atraem aqueles que carpem aflições e coletam dores entre incertezas e desesperos.
Chegam necessitados, e afastam-se ditosos.
Pedem migalhas de entendimento, e recebem tesouros de afeição.
Buscam um amigo, e encontram um irmão.
Suas vidas se renovam e os seus problemas se resolvem logo depois.
Apresentam-se reconhecidos, por um momento, mas de imediato, esses beneficiados se vão. Nem podem ficar, têm algo a fazer, que os chama à frente, devem portanto seguir.
Não te entristeças, porque te olvidaram.
Mesmo que pareçam ingratos, o bem que lhes fizestes permanece neles.
São, hoje, o resultado daquele momento crucial quando te buscaram.
Rejubila-te com isso e prossegue na tua faina de irmão dos sofredores.
Não faltam amigos à mesa farta dos sorrisos e das frivolidades.
São os enganadores, que se encontram enganados.
Banqueteiam-se, distraídos, e fazem coro de exaltação a coisa nenhuma.
Alguns, que parecem acordados, estão adormecidos em espírito. Despertarão oportunamente, qual sucedeu contigo.
A tua tarefa é outra, aquela para a qual escasseiam companhias e rareia, que se lhe dedique com alegria e abnegação.
Para fazê-lo, todavia, é necessário estar consciente dos valores da vida e das altas finalidades da sua existência na terra.
Se fazes, estás em situação vantajosas, que não te permite esperar a moeda-pegamento da gratidão deles.
A alegria do amigo é a felicidade do companheiro.
Assim, exulta com o que fazes e prossegue no teu ministério.
Uma grande felicidade vige em quem é companheiro do solitário, qual ocorre com aquele que conduz uma lâmpada acesa em plena escuridão.
O prêmio do primeiro é a paz da consciência, quanto a recompensa do outro é a claridade que o vestes.
Nada mais é importante nem significativo alem disso.
Os que te buscam elegeram-te como amigo porque sabem que os não defraudas quando de ti se acercam.
Quanta dita em ser companheiro dos infortunados, dos tristes e dos padecentes, num momento em que quase todos pedem, e tu
perdoas, detestam, e tu amas.
Prossegue, pois que, a teu turno, dispões do amigo excelente que te vitaliza e ampara, a fim de que nunca te canses, nem te extenues.


Joanna de Angelis
Divaldo Pereira Franco

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